Como Desenhar uma Cidade?
Entre o desejo de futuro e a imprevisibilidade dos tempos que correm.
2019-2022
Mediação artística e participação comunitária
Marco Paiva
Como Desenhar uma Cidade?. Fotografia: Paulo Pimenta.
Apresentação
Um projeto para pensar, agir e transformar a cidade através de práticas artísticas diversas e acessíveis.
Como Desenhar uma Cidade? reuniu um coletivo de artistas das áreas do teatro, música, escrita, fotografia e cinema com um grupo de pessoas com e sem deficiência que viviam, estudavam ou trabalhavam na freguesia do Lumiar, em Lisboa.
Ao longo de dois anos e meio, o projeto propôs refletir sobre a ideia de espaço coletivo diverso e acessível, explorando a organização social, cultural e arquitetónica dos lugares que cada pessoa ocupa e daqueles que deseja ocupar.
Através das práticas artísticas, o grupo foi construindo um espaço participativo onde a cidade pôde ser pensada a partir da escuta, da diversidade, do acesso e da liberdade. Mais do que imaginar uma cidade ideal, tratou-se de reconhecer quem a habita, quais as barreiras que permanecem e de que forma podemos construir, em conjunto, territórios mais inclusivos e felizes.
Processo
Escuta
ASSEMBLEIAS COMUNITÁRIAS
O processo começou pela escuta: através de assembleias comunitárias, procuraram-se diferentes formas de compreender a dinâmica de uma cidade, as experiências de quem a habita e as barreiras que condicionam a participação coletiva.
Pesquisa
TEATRO · MÚSICA · ESCRITA · FOTOGRAFIA · CINEMA
Os participantes exploraram, através de diferentes linguagens artísticas, o seu posicionamento individual perante os conceitos de diversidade, acesso cultural, pertença e espaço coletivo.
Construção e composição
CRIAÇÃO COLETIVA
A experiência adquirida ao longo do processo foi trabalhada com a equipa artística na criação de objetos públicos que reuniram as certezas, inquietações e dilemas levantados pelo projeto.
Uma cidade em confinamento
MARÇO DE 2020 — OUTUBRO DE 2021
Com a chegada da pandemia, o grupo viu-se privado da cidade que procurava pensar. As reuniões passaram para o espaço digital e a relação construída tornou-se uma rede de amizade, cuidado e atenção. Entre câmaras ligadas, cartas ao futuro e manifestos, a imaginação tornou-se resposta à distância e matéria para a cidade possível.
Apresentação
“Aprendi muito sobre a palavra acessibilidade. Também aprendi muito com o grupo. Conviver com o Nelson mostrou-nos o que é a acessibilidade. As próprias conversas que tivemos em grupo também nos abriram a cabeça para o tema.
Para mim foi muito importante entrar neste projeto. Adorei conhecer estas pessoas maravilhosas. Partis passou a ser o meu nome do meio: somos uma família.”
Gonçalo Alves – Participante
Resultado
Como Desenhar uma Cidade?
ESPETÁCULO TEATRAL
Criação performativa construída a partir do percurso desenvolvido com os participantes e das reflexões produzidas em torno da cidade, da acessibilidade, da diversidade e da participação.
Como Desenhar uma Cidade?
DOCUMENTÁRIO · MÁRIO MELO COSTA
Registo documental do processo, dos encontros e das questões que atravessaram a construção coletiva do projeto.
Desenhos de uma cidade lá fora
LIVRO FOTOGRÁFICO · PAULO PIMENTA
Publicação fotográfica que materializa parte da experiência vivida, prolongando em objeto editorial o olhar sobre a cidade, os encontros e aquilo que permanece invisível à primeira vista.
Entidades
Junta de Freguesia do Lumiar, Circuito – Serviço Educativo da Braga Media Arts, Acesso Cultura
Terra Amarela
Território / Duração
Duração
2019-2022
Dois anos e meio de encontros, pesquisa, criação e participação comunitária.
Contexto
2020 – 2021
O período pandémico obrigou o projeto a reinventar a sua relação com a cidade e com o próprio grupo, transformando a distância em matéria de criação e cuidado.
Ligações
Trailer, documentário e livro.




